Recursos do FGC impulsionam início de ano da renda fixa isenta de IR

Na midia - Asset 1

O mercado de crédito privado isento de Imposto de Renda começou 2026 com força. O retorno de recursos do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e o ambiente de juros elevados impulsionaram o fluxo para fundos de crédito e contribuíram para o fechamento dos spreads das debêntures incentivadas high grade.

Para a Asset1, o movimento reflete não apenas um ajuste técnico de mercado, mas uma tendência estrutural para o ano, em um cenário marcado por incertezas econômicas e eleitorais.

“Ainda não estamos percebendo um movimento dos investidores de volta do apetite para bolsa ou fundos multimercado. Isso corrobora um pouco essa visão de que o fluxo para a renda fixa, para o crédito, deve continuar forte. A gente tem evento de eleição esse ano, cenário totalmente indefinido. Essa incerteza faz naturalmente o investidor ficar mais conservador”, afirma Marcelo Fatio, sócio-fundador da Asset1.

Mesmo com a expectativa de início do ciclo de cortes da Selic ao longo de 2026, a gestora avalia que o nível médio dos juros seguirá elevado o suficiente para manter o crédito privado atrativo em termos de retorno real.

“Se a gente está hoje numa Selic de 15% e termina o ano a 12%, você vai ter uma Selic média ao longo do ano de algo como 13,5%. Assumindo fundos entregando próximo de 100% do CDI, isso é mais do que o um por cento ao mês. Do ponto de vista de atratividade dos fundos de crédito, eles vão continuar bastante atrativos só por isso”, explica Daniel Palaia, CIO de crédito da Asset1.

Diante de um custo de capital ainda pressionado, a gestora combina uma postura defensiva na seleção de emissores com gestão ativa para capturar oportunidades de volatilidade ao longo do ciclo econômico, mantendo foco em crédito de qualidade e adaptação gradual ao cenário de juros.
Essa é a visão da A1.